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Inovação - Internacionalização - Aceleração

Robot thinking close up

O QUE SE ESTÁ FALANDO MUITO HOJE NO VALE?

Por Robert Janssen

Inteligência Artificial continua sendo apontada como umas maiores tendências disruptivas aqui no Vale e, atualmente, faz parte da nossa programação de imersão (Brazil Silicon Valley Meet), conhecer de perto como a IA poderá mudar radicalmente o ambiente de negócios, tal qual conhecemos hoje. Muitas empresas por aqui estão correndo para investir em IA e integrá-la nas suas ofertas, parece até mais uma das “corridas do ouro”. Porém, de acordo com Stan Christiaens, no seu artigo na Revista Forbes, é importante lembrar alguns pontos cruciais que podem se tornar armadilhas, caso os líderes desses projetos não atentem para eles.

1. A primeira armadilha: a do “Shazam”

Dado o potencial de inteligência artificial e a promessa que detém é fácil observar quantas pessoas veem isso como “Shazam”, ou seja, que em um passo de mágica se resolverá todos os problemas das empresas. A IA certamente será bem-sucedida, mas não imediatamente, em especial no mundo dos negócios, pois antes de implementar uma solução com base em IA, os gestores precisarão se certificar de que têm uma estratégia de gestão de dados compatível, pois, no final, são os dados que alimentam os algoritmos das soluções de IA. Certamente, não existirá “mágica” se não existir dados confiáveis e íntegros.

2. Cuidado com o vendedor do tipo “Encantador de Serpentes”

É fácil ficar preso ao exagero do vendedor que se aproveita de ter algo novo e intrigante, como a IA, reforçado por campanhas de mídia e publicidade cheias de grandes promessas. Todo cuidado é pouco, não se pode cair na armadilha da “flauta do vendedor” de IA. Assim como qualquer outra tecnologia, é vital ter claros os objetivos almejados e o mapa de como fazer a sua diligência antes de embarcar em empreendimentos ambiciosos. Não importa o quanto a tecnologia de IA é boa, pois o verdadeiro poder vem dos dados que a alimenta. E, para ser bem-sucedido, é preciso garantir que se tenha os controles apropriados em torno dos dados. Se não for feito isso, o output do robô ou o algoritmo sairá errado, levando os executivos por uma trilha de decisões erradas.

3. Não aposte todas as suas fichas no algoritmo

A maioria das conversas sobre IA gira em torno dos algoritmos que a impulsionam. Caso não saiba, os algoritmos já são um commodity. O valor real – o verdadeiro segredo para obter uma vantagem competitiva com AI – está inserido nos dados da empresa. Os algoritmos são tão bons quanto os dados que os alimentam. As empresas que colocam todas suas fichas em algoritmos sem avaliar a governança e a qualidade de seus dados perderão a oportunidade e a promessa da IA.

Por fim, como toda nova tecnologia, existe sempre um grande frisson inicial a respeito. Algumas acabam ficando na promessa e outras realmente vingam, impactam e transformam. Inteligência Artificial parece ser o segundo caso, desde que se tenha consciência de que o sucesso de qualquer projeto com base em IA depende diretamente de quanto os controles das empresas são bem-estruturados em termos de gestão de seus dados. Sem gestão de dados, fica-se sem lenço e sem documento.

Mais informações sobre o Brazil Silicon Valley Meet: http://bit.ly/Imersão_da_OBr